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O que é: Homicídio Privilegiado

O que é Homicídio Privilegiado?

O homicídio privilegiado é uma figura jurídica presente no Código Penal Brasileiro, mais especificamente no artigo 121, parágrafo 1º. Trata-se de uma modalidade de homicídio que possui algumas características especiais que o diferenciam do homicídio comum. Neste glossário, iremos explorar de forma detalhada o que é o homicídio privilegiado, suas principais características e como ele é tratado pela legislação brasileira.

Conceito de Homicídio Privilegiado

O homicídio privilegiado é uma forma de homicídio que ocorre quando o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima. Essa figura jurídica tem como objetivo reconhecer que, em determinadas situações, o agente do crime pode ter sua pena reduzida em virtude de circunstâncias especiais que influenciaram sua conduta.

Requisitos para a Configuração do Homicídio Privilegiado

Para que o homicídio seja considerado privilegiado, é necessário que sejam preenchidos alguns requisitos previstos em lei. O primeiro requisito é que o agente tenha sido impelido por motivo de relevante valor social ou moral. Isso significa que o motivo que levou o agente a cometer o crime deve ser considerado socialmente aceitável ou moralmente justificável.

Violenta Emoção e Injusta Provocação

Outro requisito para a configuração do homicídio privilegiado é a ocorrência de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima. Isso significa que o agente, após ser provocado injustamente pela vítima, reage de forma impulsiva e emocionalmente intensa, cometendo o crime em um momento de descontrole emocional. Essa reação imediata e desproporcional é considerada uma circunstância atenuante.

Pena do Homicídio Privilegiado

A pena para o homicídio privilegiado é reduzida em relação ao homicídio comum. Enquanto o homicídio simples possui uma pena de reclusão de 6 a 20 anos, o homicídio privilegiado tem uma pena de reclusão de 1 a 3 anos. Essa redução da pena é uma forma de reconhecer que, em determinadas situações, o agente do crime agiu de forma menos reprovável, seja por ter sido motivado por um valor social ou moral relevante, seja por ter reagido de forma impulsiva após uma injusta provocação.

Exemplos de Homicídio Privilegiado

Existem diversos exemplos de casos em que o homicídio foi considerado privilegiado. Um exemplo clássico é o chamado “crime passional”, em que o agente comete o homicídio movido por ciúmes ou por uma intensa emoção decorrente de uma traição amorosa. Nesses casos, a legislação reconhece que o agente agiu de forma menos reprovável, em virtude do forte abalo emocional sofrido.

Críticas ao Homicídio Privilegiado

O homicídio privilegiado é uma figura jurídica que gera diversas críticas. Alguns argumentam que a redução da pena para o homicídio privilegiado pode incentivar a impunidade, uma vez que o agente do crime pode alegar ter agido sob violenta emoção ou por motivo de relevante valor social ou moral, mesmo que isso não seja verdade. Além disso, há quem questione a subjetividade desses critérios, uma vez que a definição do que é um motivo de relevante valor social ou moral pode variar de acordo com a interpretação de cada juiz.

Considerações Finais

O homicídio privilegiado é uma figura jurídica presente no Código Penal Brasileiro que reconhece que, em determinadas situações, o agente do crime pode ter sua pena reduzida em virtude de circunstâncias especiais que influenciaram sua conduta. No entanto, é importante ressaltar que o homicídio privilegiado não é uma forma de impunidade, mas sim uma forma de reconhecer que, em alguns casos, o agente agiu de forma menos reprovável. A aplicação dessa figura jurídica deve ser feita de forma criteriosa e com base nos requisitos previstos em lei.

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Cecilia P. Silveira - OAB nº 104.185/SP
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